quinta-feira, 14 de junho de 2012

JANELA JOHARI






 


1 – INTRODUÇÃO
 
A Janela de Johari é uma ferramenta conceitual, criada por Joseph Luft e Harrington Ingham em 1955, que tem como objetivo auxiliar no entendimento da comunicação interpessoal e nos relacionamentos com um grupo.
Este conceito pode aplicar-se ao estudo a interacção e das relações interpessoais em várias situações, nomeadamente, entre indivíduos, grupos ou organizações.
A palavra Johari, tem origem na composição dos prenomes dos seus criadores: Jo(seph) e Hari(Harrington).
O conceito tem um modelo de representação, que permite, revelar o grau de lucidez nas relações interpessoais, relativamente a um dado ego, classificando os elementos que as dominam, num gráfico de duas entradas (janela): busca de feedback versus auto-exposição, subdividido em quatro áreas:
- Área livre ou eu aberto;
- Área cega ou eu cego;
- Área secreta ou eu secreto;
- Área inconsciente ou eu desconhecido.
Para compreender o modelo de representação, imagine uma janela com quatro "vidros" e em que cada "vidro", corresponde a uma área anteriormente descrita, sendo a definição de cada uma delas:
• Área livre ou eu aberto – zona que integra conhecimento do ego e também dos outros;
• Área cega ou eu cego – zona de conhecimento apenas detido pelos outros e portanto desconhecido do ego;
• Área secreta ou eu secreto – zona de conhecimento pertencente ao ego e que não partilha com os outros;
• Área inconsciente ou eu desconhecido – zona que detêm os elementos de uma relação em que nem o ego, nem os outros têm consciência ou conhecimento.
Para se entender melhor o funcionamento da janela, vejamos o seguinte exemplo:
Numa relação recente, quando dois interlocutores (duas janelas), iniciam o seu primeiro contacto, a interacção apresenta áreas livres muito reduzidas, áreas cegas relativamente grandes, áreas secretas igualmente extensas e obviamente áreas inconscientes intactas.


 2 – OBJETIVOS

De acordo com o coordenador, a prática é usada nas equipes para que as pessoas percebam quais são suas características e saibam notar as dos demais colegas, o que é importante para o relacionamento. "A técnica visa aproximar ainda mais as pessoas".

As conseqüências disso são uma melhor conexão entre a equipe que, a partir do conhecimento das qualidades de seus membros, passarão a respeitá-los mais e saber com quem contar para cada tipo de trabalho. Resultado: mais produtividade num ambiente harmonioso!


 






3 – COMO FAZER

A Janela de Johari deve ser aplicada em quatro etapas, nas quais qualidades devem ser expostas, descritas de maneira simplificada abaixo:

* Imagem aberta: qualidades que você sabe que tem e os outros também. É uma espécie de retrato onde a pessoa se identifica assim como os outros a identificam;

* Imagem secreta: qualidades que você sabe que tem e os outros não. É o que a pessoa realmente é, mas esconde das demais;

* Imagem cega: qualidades que você não sabe que tem, mas os outros sim. A percepção das demais pessoas sobre você;

* Imagem desconhecida: qualidades que nem você nem os outros sabem que você possui. É o que está presente no subconsciente, difícil de ser analisado e percebido.

Durante a dinâmica, cada pessoa recebe um papel com quatro quadrados para colocar suas características, os papéis rodam e as outras pessoas também preenchem.

Depois disso, são colocadas para o grupo as qualificações de cada profissional, em uma lousa. É nessa hora que entra o psicólogo, para analisar os dados. A realidade pode ser um pouco dura com um integrante da equipe e, por isso, é preciso maturidade para participar, disse o coordenador


 
4 – BIBLIOGRAFIA
 


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